Golpes com Pix: veja os mais comuns e dicas para nĂŁo cair em fraudes.

Nesta semana, uma moradora de Luziùnia (GO) alegou ter perdido R$ 65 mil em menos de 24 horas, depois de ser vítima de um golpe via Pix. Não ficou claro como tudo aconteceu, mas o caso chamou atenção para os cuidados necessårios para não ser vítima de golpes, como o sequestro da conta de WhatsApp. Eles jå aconteciam antes, com outros meios, mas entraram na era da agilidade com o Pix.

Como o novo sistema permite transferĂȘncias rĂĄpidas e gratuitas a qualquer dia e horĂĄrio, os estelionatĂĄrios conseguem sacar ou movimentar o dinheiro rapidamente, reduzindo o tempo da vĂ­tima para perceber a cilada e pedir o cancelamento da operação.

De acordo com Adriano Volpini, diretor da ComissĂŁo Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban (federação Brasileira de Bancos), os cuidados que o cliente deverĂĄ ter na hora de fazer uma transação atravĂ©s do Pix sĂŁo os mesmos que adota ao fazer qualquer transação. “Sempre Ă© necessĂĄrio checar os dados do recebedor da transação Pix (pagamento ou transferĂȘncia), seja para uma pessoa ou um estabelecimento comercial”, afirma.

Dicas para nĂŁo cair em golpes com o Pix.

Confira abaixo as dicas do Banco Central e de especialistas: Confira o remetente dos e-mails e não acesse påginas suspeitas, com endereços curtos ou com erros de digitação;

NĂŁo clique em links recebidos por e-mail, WhatsApp, redes sociais ou por mensagens de SMS que direcionam o usuĂĄrio a um suposto cadastro da chave do Pix;

Cadastre chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como o aplicativo bancĂĄrio, internet banking, agĂȘncias ou atravĂ©s de contato feito pelo cliente com a central de atendimento.

Após o cadastro, o BC envia o código para confirmação da chave apenas por SMS (caso a chave cadastrada seja um celular) ou email (se a chave for um email). Nunca por ligação telefÎnica ou por link recebido em mensagem de texto ou email;

Não compartilhe o código de verificação recebido no momento do cadastro da chave do Pix;

Não faça cadastro a partir de um contato telefÎnico de um suposto empregado do banco;

DĂȘ preferĂȘncia ao site do banco ou ao aplicativo;

Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo;

Acesse apenas contas verificadas das instituiçÔes financeiras nas redes sociais;

Em caso de suspeita, procure o seu gerente ou use os chats dos aplicativos para se informar;

NĂŁo faça transferĂȘncias para conhecidos sem confirmar pessoalmente ou por chamada telefĂŽnica, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado.

Quais sĂŁo os golpes mais comuns?

Veja quais são os casos mais comuns, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a Kaspersky, empresa de tecnologia especializada em segurança.

1. Clonagem (ou sequestro) do WhatsApp O mais popular aplicativo de mensagens instantĂąneas do Brasil Ă© tambĂ©m o meio mais utilizado pelos golpistas. Na clonagem, os criminosos enviam uma mensagem fingindo ser funcionĂĄrios de empresas em que a vĂ­tima tem cadastro. Eles solicitam um cĂłdigo de segurança, que jĂĄ foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro. Com o cĂłdigo, os bandidos conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular. A partir daĂ­, os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado por transferĂȘncia via Pix.

2. Perfil falso no Whatsapp

Nesta fraude, o golpista nem precisa clonar o WhatsApp. O que ele faz Ă© escolher uma vĂ­tima, pegar sua foto em redes sociais e, de alguma forma, descobrir nĂșmeros de celulares de contatos da pessoa. Com um novo nĂșmero de celular, manda mensagem para amigos e familiares da vĂ­tima, alegando que teve de trocar de nĂșmero devido a algum problema, como, por exemplo, um assalto. A partir daĂ­, pede uma transferĂȘncia via Pix, dizendo estar em alguma situação de emergĂȘncia.

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) orienta os usuĂĄrios a terem cuidado com a exposição de dados em redes sociais, como em sorteios e promoçÔes que pedem o nĂșmero de telefone do usuĂĄrio.

Outra recomendação Ă© ter cautela ao receber uma mensagem de algum contato com um nĂșmero novo. AlĂ©m disso, suspeite quando algum contato pedir dinheiro urgente. NĂŁo faça o Pix ou qualquer tipo de transferĂȘncia atĂ© falar com a pessoa pessoalmente ou por chamada telefĂŽnica.

3. PĂĄginas e arquivos falsos para roubar dados

Segundo a Kaspersky, os criminosos tĂȘm cometido fraudes a partir do envio de mensagens falsas para celulares, emails, mensagens nas redes sociais e sites falsos.

No primeiro caso, após clicar na mensagem, o cliente é direcionado para um site falso que oferece o cadastramento da chave de acesso. Segundo a Kaspersky, na pågina falsa, serå pedido à vítima que faça o acesso à sua conta bancåria e serão solicitados também os códigos de autenticação (tokens).

Segundo Fabio Assolini, analista de segurança sĂȘnior da Kaspersky no Brasil, os criminosos criam pĂĄginas que simulam as de internet banking de grandes instituiçÔes financeiras para roubar as informaçÔes de acesso das vĂ­timas, como nĂșmero de conta, CPF e senha.

A outra fraude ocorre a partir da oferta de download de um arquivo que serĂĄ instalado no celular ou no computador para roubar os dados da pessoa.

Nesse caso, serå instalada uma ferramenta de acesso remoto que permitirå aos fraudadores entrar no celular infectado e roubar informaçÔes importantes.

Outro golpe desse tipo rouba os dados que podem ser usados como chaves do Pix, a partir de falsas campanhas de cadastramento.

4. Falsas centrais de atendimento

O golpista entra em contato com a vĂ­tima se passando por um funcionĂĄrio do banco ou empresa com a qual a vĂ­tima tem relacionamento. O criminoso oferece ajuda para que o cliente cadastre a chave Pix, ou diz que o usuĂĄrio precisa fazer um teste com o sistema de pagamentos instantĂąneos para regularizar o cadastro. Neste momento, a vĂ­tima Ă© induzida a fazer uma transferĂȘncia.

A Febraban afirmou que dados pessoais do cliente jamais sĂŁo solicitados ativamente pelas instituiçÔes financeiras, e que funcionĂĄrios de bancos nĂŁo ligam aos clientes para fazer testes com o Pix. Na dĂșvida, sempre procure seu banco para obter esclarecimentos.

Uma variação deste golpe que tambĂ©m tem sido relatada por muitos usuĂĄrios Ă© o da falsa pesquisa sobre covid-19. O criminoso se faz passar por funcionĂĄrio do MinistĂ©rio da SaĂșde que estĂĄ coletando dados, mas o objetivo real Ă© conseguir uma transferĂȘncia direta ou clonar o WhatsApp da vĂ­tima.

5. Bug do Pix

Outra ação criminosa que estĂĄ sendo praticada por quadrilhas e que envolvem o Pix Ă© o golpe do “bug” (falha que ocorre ao executar algum sistema eletrĂŽnico).

Mensagens e vĂ­deos disseminados pelas redes sociais por bandidos afirmam que, graças a um “bug” no Pix, Ă© possĂ­vel ganhar o dobro do valor que foi transferido para chaves aleatĂłrias. Entretanto, ao fazer este processo, o cliente estĂĄ enviando dinheiro para golpistas.

Fonte: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/05/28/pix-golpe-fraude-dicas-de-seguranca.htm

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