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Golpes virtuais quase triplicaram nos últimos três meses; confira como se proteger

Com a lei 14.155, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira, estão previstas punições severas para fraudes cometidas em meios eletrônicos; entenda o que muda

Falsas premiações, falsas vagas de emprego e golpes bancários estão entre as categorias que fizeram mais vítimas.

Com o aumento do uso de redes sociais provocado pelo isolamento social, em função da pandemia de covid-19, os golpistas viram uma oportunidade ilegal para lucrar em cima de vítimas na internet. Nos últimos três meses, as fraudes virtuais quase triplicaram em comparação ao período de dezembro de 2020 a fevereiro deste ano. Em março, abril e maio de 2021, o Brasil contabilizou 15.767.584 golpes, enquanto registrou 6.408.413 no trimestre anterior, segundo um levantamento feito pelo dfndr lab, laboratório de cibersegurança da PSafe. Entre as categorias que mais fizeram vítimas, estão falsas premiações, falsas vagas de emprego e golpes bancários, que usavam indevidamente o nome de grandes marcas. Desde a sexta-feira passada, a legislação brasileira está mais rígida para os golpes cometidos em meios eletrônicos. O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei 14.155, que altera o Código Penal para agravar penas como invasão de dispositivo, furto qualificado e estelionato praticados em meio digital, além de crimes cometidos com o uso de informação fornecidas por alguém induzido ao erro pelas redes sociais, contatos telefônicos, mensagem ou e-mail fraudulento.

Entre ações criminosas que agora serão punidas com a lei estão as fraudes por meio de transações digitais, além dos golpes, como o da clonagem do WhatsApp, do falso funcionário de banco (quando o fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário de uma instituição financeira), e os golpes de phishing (quando criminosos tentam obter dados pessoais do usuário através de mensagens e e-mails falsos que o induzem a clicar em links suspeitos).Para a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), a tipificação do crime digital é um passo muito importante e necessário para coibir delitos cometidos no mundo digital e punir com rigor a práticas desses crimes, que levam muita dor de cabeça e causam grande prejuízo financeiro para o consumidor. “Agora com a lei, teremos muito mais subsídios e condições legais de gerar uma punição efetiva contra os criminosos cibernéticos”, avalia Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.

Fraudes na pandemia

Estudos mais recentes feitos pela FEBRABAN mostram o crescimento de tentativas de várias modalidades de fraudes em janeiro e fevereiro de 2021 em comparação com o primeiro bimestre do ano passado. O volume de ocorrências do golpe da falsa central telefônica e do falso funcionário, por exemplo, aumentou cerca de 340%. Também merecem destaque os ataques de phishing, cujo total de registros dobrou de um ano para o outro.

De acordo com a federação, os golpes mencionados acima são exemplos de fraudes que usam engenharia social, que consiste na manipulação psicológica do usuário para que ele forneça informações confidenciais, como senhas e números de cartões, para os criminosos, ou faça transações em favor das quadrilhas. Atualmente, 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social.Como se protegerPUBLICIDADEPara identificar os golpes on-line, você deve prestar atenção a todos os detalhes. Por exemplo, observe o domínio do site e/ou os remetentes de mensagens por e-mail. Foi o que recomendou Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, laboratório de cibersegurança da PSafe. Ele acrescenta: “Os endereços costumam ser parecidos aos originais”.Simoni explica que, em aplicativos de bate-papo, as mensagens fraudulentas podem chegar até você por contatos que foram vítimas do golpe. “Por isso, sempre esteja alerta, mesmo com mensagens enviadas por pessoas conhecidas. Se desconfiar de alguma mensagem, ligue para a pessoa fora do aplicativo de troca de mensagens e verifique se foi ela mesma quem mandou. Outra dica é sempre suspeitar de mensagens de ofertas mirabolantes, bem como de chamadas que incentivam a compartilhar massivamente uma mensagem”, aponta Simoni.

Segundo o chefe de Tecnologia da Informação da Russell Bedford, Eser Helmut Amorim, as fraudes mais comuns são feitas por meio do WhatsApp, pedindo dinheiro em nome de outra pessoa ou prometendo ganhos extraordinários, Messenger, Facebook e/ou Instagram, também garantindo benefícios e e-mails, com links para promoções, propostas de emprego, vacinação entre outros.No caso de golpes praticados por falsas empresas, o advogado especialista em combate a golpes financeiros e sócio do PFB Advogados Associados, Artêmio Picanço, explica que o consumidor deve verificar junto aos órgãos regulamentadores se a instituição possui autorização para funcionamento. “É importante também fazer uma pesquisa a sites como da Receita Federal para consultar a situação da empresa, bem como de seus donos”, aponta, acrescentando que a vida pregressa dos representantes do negócio pode ser consultada em sites de pesquisa jurídica, como o Jusbrasil.

Caí no golpe, e agora?“Ao cair em um golpe, tome ações imediatas: troque suas senhas, em caso de clonagem de WhatsApp, avise seus conhecidos que seu número foi clonado e, caso tenha sido vítima de golpes bancários, avise imediatamente seu banco. Depois que tomar essas ações, faça um boletim de ocorrência. Os golpes e ataques cibernéticos podem e devem ser reportados às autoridades competentes”, orienta o diretor do dfndr lab.

Fonte:https://odia.ig.com.br/economia/2021/06/6158064-golpes-virtuais-quase-triplicaram-nos-ultimos-tres-meses-confira-como-se-proteger.html

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DETRAN alerta para aplicação de golpes com uso de perfis falsos na internet

Os perfis oficiais do Detran.SP nas redes sociais possuem o selo de verificação, que comprova a originalidade do usuário

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) alerta para golpes praticados pela internet em nome da autarquia. Por meio de perfis falsos nas redes sociais, os estelionatários oferecem supostos benefícios para realizar serviços de veículos, como emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e quitação de multas.

Atenção! Os perfis oficiais do Detran.SP nas redes sociais possuem o selo de verificação, que comprova a originalidade do usuário. Para esclarecer dúvidas de cidadãos ou enviar uma solicitação via Facebook, Twitter ou Youtube, o perfil oficial é somente o @detransp. No Instagram, a conta verdadeira é a @detranspoficial.

Outra dica importante: nenhum atendente do Detran.SP procura o cidadão pelas redes sociais de forma voluntária. Informações sobre dados bancários, número de Whatsapp também não são solicitados pelos atendentes. Confira sempre as informações do perfil, como por exemplo: fotos do usuário, números de conteúdos postados, e as interações da página.

As únicas formas legais disponíveis para solicitar serviços eletrônicos do Detran.SP são através do portal (www.detran.sp.gov.br) ou pelos canais digitais do Poupatempo (www.poupatempo.sp.gov.br), e app Poupatempo Digital.

“A população deve ficar alerta para não fornecer informações e dados pessoais a terceiros. Portanto, é muito importante que todos utilizem apenas os canais oficiais do Detran.SP, onde é possível solucionar grande parte das pendências”, afirma o diretor-presidente do Detran.SP, Ernesto Mascellani Neto.

 Caso o cidadão desconfie de algum perfil, é possível denunciar ocorrências desse tipo no Disque Denúncia 181. O serviço é da Secretaria de Estado da Segurança Pública e o sigilo é absoluto. A denúncia também pode ser feita na internet, no site: www.webdenuncia.org.br.

Já pelo portal do Detran.SP, a manifestação deve ser encaminhada para a Ouvidoria do órgão. O link para registrar a solicitação é www.ouvidoria.sp.gov.br/Portal/Default.aspx.

Canais oficiais

Youtube: www.youtube.com/c/DetranSPDigital

Instagram: www.instagram.com/detranspoficial/

Facebook: www.facebook.com/detransp

Twitter: https://twitter.com/DetranSP

Dicas para não interagir com perfis fakes 

Fonte: https://louveira.portaldacidade.com/noticias/regiao/detran-alerta-para-aplicacao-de-golpes-com-uso-de-perfis-falsos-na-internet-2523

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Multas de trânsito na pandemia: como recorrer?

Prazos e regras para envio de notificações e anulações das infrações foram alterados por conta da crise sanitária e também pela nova lei de trânsito

Multas de trânsito na pandemia: como recorrer?

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Receber uma multa em casa após muito tempo da data de autuação está se tornando uma surpresa nada agradável para os motoristas. Por conta dos serviços paralisados em decorrência da pandemia, o envio das notificações de infrações de trânsito teve seus serviços prejudicados.

As notificações das multas ficaram suspensasde fevereiro a novembro de 2020, mas as autuações continuaram sendo registradas. No final de 2020, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) revogou a resolução nº 782 que interrompeu esses serviços e as infrações começaram a chegar aos motoristas, mas atrasadas.

A demora no envio de autuações é motivo para o arquivamento de uma multa. Mas se o motorista cometeu uma infração em 1º de julho de 2020 e recebeu o aviso apenas em maio de 2021, por exemplo, não é considerado um atraso para o arquivamento.O Contran estabeleceu um calendário de 10 meses para que as multas de trânsito paralisadas na pandemia fossem enviadas. Confira:

Prorrogação para o envio de notificações de autuações (NA)

Data da infraçãoData do envio da NA
26 de fevereiro e 31 de março de 20201º e 31 de janeiro de 2021
1º de abril e 30 de abril de 20201º e 28 de fevereiro de 2021
1° de maio e 31 de maio de 20201º e 31 de março de 2021
1º de junho e 30 de junho de 20201º e 30 de abril de 2021
1ºde julho e 31 de julho de 20201º e 31 de maio de 2021
1º de agosto e 31 de agosto de 20201º e 30 de junho de 2021
1º de setembro e 30 de setembro de 20201º e 31 de julho de 2021
1º de outubro e 31 de outubro de 20201º e 31 de agosto de 2021
1º de novembro e 30 de novembro de 20201º e 31 de setembro de 2021

Fonte: Ministério da Infraestrutura

Assim, se a multa for enviada no prazo do calendário de 10 meses, não será arquivada. Vale dizer que se a infração foi cometida depois de novembro de 2020, ela não é contemplada por tal calendário. A partir deste período, a primeira notificação de autuação deve chegar em até 30 dias corridos depois do registro da multa.

Se o prazo for desrespeitado, o órgão autuador perde o direito de aplicar a penalidade. Dessa maneira, o motorista não precisa mais se preocupar com o pagamento da multa e nem com pontos na carteira de habilitação.

Vale lembrar: o órgão autuador deve mandar primeiro a notificação de autuação em até 30 dias da data da ocorrência da infração e depois a notificação de penalidade em até 180 dias, que é a multa em si. Ou seja, o motorista receberá duas cartas.

Fonte: https://autoesporte.globo.com/servicos/noticia/2021/05/multas-de-transito-na-pandemia-como-recorrer.ghtml

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Neymar e Zico são enganados por pirâmide de criptomoeda e criador revela o golpe

Jonas Jaimovick é o fundador da JJ Invest, pirâmide de criptomoedas que causou um rombo de R$ 170 milhões

Dono de pirâmide de criptomoedas revela como enganou Neymar e Zico
Lorena AmaroDono de pirâmide de criptomoedas revela como enganou Neymar e Zico

Jonas Jaimovick é o fundador da JJ Invest, pirâmide de criptomoedas que enganou figuras como Zico e Neymar, causou um rombo de R$ 170 milhões. Após 6 meses preso, Jaimovick conseguiu liberdade provisória.

O engenheiro da computação de 40 anos, que até então não havia se pronunciado, concedeu uma entrevista exclusiva para a Veja.

Nela, Jaimovick conta como lesou 3.000 clientes e virou o “Bobo de Wall Street” depois que seu esquema desmoronou.

Ex-jogador Júnior perdeu R$ 1,5 milhão no esquema

A promessa da JJ Invest era de lucros entre 7% e 12% ao mês sobre o valor aportado, percentuais muito acima da média do mercado. De acordo com Jaimovick, era justamente essa promessa irreal que atraia as vítimas:

“O esquema era baseado em informes fictícios que eu enviava diariamente a meus clientes via WhatsApp”, contou.

O negócio foi crescendo e atraindo a atenção de pessoas de todo o Brasil , incluindo jogadores e ex-jogadores de futebol.

Neymar e os ex-atletas Zico e Júnior foram alguns dos enganados pelo esquema. Enquanto o atacante do Paris Saint-Germain (PSG) vestiu a camisa da empresa em um evento beneficente, Zico teve sua escolinha de futebol patrocinada pela JJ Invest.

“Lamento tudo o que aconteceu. Não tenho nada para falar”, disse Zico em nota.

Já o “Maestro Júnior” foi a maior vítima do golpe, tendo investido R$ 1,5 milhão. O atual comentarista esportivo chegou a enviar um e-mail para Jaimovick pedindo seus pagamentos:

“Você não irá me pagar? Então nos vemos na Justiça”, escreveu Júnior, que não quis se pronunciar sobre o caso.

Para promover a marca, a JJ Invest também patrocinou o Vasco da Gama, que cumpriu a exigência de aplicar um mínimo de R$ 10.000 na empresa, segundo a Veja.

A pirâmide também fez vítimas na comunidade judaica carioca, frequentada por famosos e pelo próprio Jaimovick.

JJ Invest movimentou R$ 400 milhões

Em determinado momento, a JJ Invest chegou a movimentar R$ 400 milhões. E, em 2017, a Comissão de Valores Mobiliários ( CVM ) emitiu o primeiro alerta de ilegalidade da empresa. Em seguida, metade dos clientes retiraram seus fundos.

“Eles receberam tudo, e isso se converteu em propaganda para a empresa”, disse Jaimovick.

No entanto, após outro alerta da CVM em 2019 e nova retirada massiva de fundos, o esquema ruiu. O empresário ficou um ano e meio foragido vivendo na Zona Oeste do Rio, mas se entregou à polícia no final de 2020.

Pelo golpe, Jaimovick foi condenado pela Justiça Federal a três anos de reclusão, que foram convertidos em medidas alternativas, como multa e serviço comunitário.

“Não tenho coragem de pisar na sinagoga. Virei o bobo de Wall Street”, lamentou.

O dono da JJ Invest reconhece que foi impulsivo, imprudente e inconsequente, e diz ter se arrependido. Contudo, ele argumentou que todas as operações financeiras são arriscadas e tentou minimizar seu papel no golpe:

“Não vendi sonhos, mas também nunca disse que havia o risco de se perder tudo. Não tirei dinheiro dos clientes, só deixei de devolver.”

fonte : https://economia.ig..br/2021-06-04/neymar-e-zico-sao-enganados-por-piramide-de-criptomoeda-e-criador-revela-o-golpe.html

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Corretora cripto é alvo de operação policial por fraude bilionária

As transações e saques para os clientes já estão bloqueados. Com certeza, mais um grande prejuízo para os investidores que acreditaram na lenda do dinheiro fácil.

Polícia investiga negócio de criptomoedas no ES
Polícia investiga negócio de criptomoedas

A polícia da Coreia do Sul realizou uma operação em diversos escritórios de uma corretora de criptomoedas após a empresa ter sido acusada de ser a fachada para um esquema de pirâmide com marketing multinível. A exchange é acusada de roubar mais de US $ 214 milhões (R$ 1,1 bilhão) de seus clientes.

Segundo as informações do site local Yonhap, estima-se que mais de 40 mil investidores tenham sido vítimas da fraude. Ao todo, a polícia realizou operações de busca em vinte duas propriedades conectadas a corretora de criptomoedas, incluindo a sede.

Inicialmente nenhum dos sites da Coreia do Sul revelou qual era o nome da empresa envolvida, mas vários relatos nas redes sociais apontaram que a V Global era a provável investigada pela polícia. A identidade da empresa foi confirmada posteriormente por Hanguk Kyungjae.

A polícia confiscou documentos da corretora
A polícia confiscou documentos da corretora

De acordo com investigadores envolvidos no caso, o CEO da companhia, identificado apenas como “Lee” pela mídia, supostamente vendeu uma grande quantidade de criptomoedas utilizando métodos de marketing multinível. A corte de Seul ordenou que US $ 214 milhões em ativos pertencentes a companhia fossem congelados.

O golpe tinha promessas bem clássicas desse tipo de esquema, com promessas de lucros altos utilizando as criptomoedas, sempre com resultados garantidos para os investidores.

No fundo tudo não passava de promessas falsas e os novos investidores alimentavam a pirâmide, um esquema Ponzi tradicional, o que sempre termina do mesmo jeito.

Negócios com criptomoeda e MMN são altamente regulados na Coreia do Sul

A Coreia do Sul, que é um dos principais hubs econômicos da Ásia, está de olho em diferentes atividades, principalmente envolvendo o criptomercado e o setor de marketing multinível.

O ministro da Coreia do sul, Eun Seong-soo, anunciou que mais de 200 corretoras de criptomoedas poderiam ser fechadas por não entregarem as informações relevantes sobre transações e não seguirem as duras regulamentações implementadas pelas autoridades locais.

O mercado de MMN no país também é muito bem regulado, com a necessidade de ser registrado com a CVM local, além de seguir uma cartilha com diferentes recomendações para garantir que a empresa não está aplicando um golpe.

O site da V Global ficou offline desde as primeiras notícias da ação policial, apresentando uma mensagem de erro para quem tenta acessar a corretora.

As transações e saques para os clientes já estão bloqueados. Com certeza, mais um grande prejuízo para os investidores que acreditaram na lenda do dinheiro fácil.

Fonte: https://livecoins.com.br/corretora-cripto-e-alvo-de-operacao-policial-por-fraude-bilionaria/